PALESTRANTE – MIGUEL RODRIGUES

É já no próximo dia 09 de Novembro que vai ter lugar mais uma palestra com o nosso convidado Miguel Rodrigues. Esta será uma palestra musical e por questões acústicas e de espaço, terá lugar no Hotel Imperial, com entrada livre a partir das 21h30.

 

Saiba mais sobre o nosso convidado!

1 - Qual é a sua profissão (área ou formação)?
Sou essencialmente músico e professor de música. Trabalho tanto na sala de aula, no conservatório, lecionando em todos os níveis de ensino, da iniciação (que são as crianças que frequentam a escola primária e o conservatório) até ao secundário. Como no palco, dando concertos como pianista, cantor e maestro.

2 - O que acha que é importante nós sabermos sobre si?
Todos os dias alicerço as minhas actividades nos fundamentos do espiritismo. No trabalho, em casa, na rua, encaro a vida como espirita observando os fenómenos do quotidiano tão holisticamente quanto possível. Questiono-me: porque aconteceu isto, ou aquilo? como me cruzei com esta ou aquela pessoa? converso constantemente com o plano espiritual, trocando impressões ao logo de todo o dia, tal como faço com alguém com corpo. Quando estou só, falo normalmente, com voz. Acompanhado, faço-o mais interiormente. Mas nunca dissocio a vida e o quotidiano, da vivência espiritual ou espirita.

3 - Conte resumidamente a sua trajetória no espiritismo!
É difícil explicar um caminho que não foi sistemático nem metódico. Foi fruto da necessidade de respostas para o que sentia, e também da curiosidade. Desde muito novo, com apenas uns 4 anos de idade, dizia com frequência que "lembrava de ter sido crescido" e eu achava convictamente que tudo começava por "sermos grandes" depois "ficávamos pequenos de novo" e que depois voltamos a crescer. Com o tempo, percebi que sentia presenças espirituais, mas que não sabia identificar como espíritos propriamente, mas antes apenas como se algo estivesse ali bem perto. As perturbações de humor, as dores, as doenças, o peso sobre a cabeça e os ombros... enfim, estas coisas sempre me foram acompanhando, embora nunca foi muito grave. a dado momento. Há não muitos anos, comecei e receber informações mediúnicas muito claras, e de quando em vez, falava coisas que não tinha sequer pensado. Foi aí, nessa procura, que encontrei a AELP. Menos de um ano após ter começado a frequentar os trabalhos, comecei e escrever e falar, muito mais frequentemente. Para mim foi de extrema importância, um trabalho que psicografei durante várias horas e noites seguidas, em Agosto de 2016 intitulado "Da mediunidade musical para as obras de arte"assinado por vários espíritos diferentes. Alguns já conhecia, outros não, outros nem se identificaram. O trabalho não está concluído. Mas foi o mote para a minha primeira palestra, e despertou a minha consciência para as possibilidades da minha sensibilidade mediúnica. Na realidade... ainda estou a a tentar perceber e descobrir a minha sensibilidade mediúnica.

4 - Para si, qual é a principal lição que o espiritismo nos ensina?
Tudo na vida tem um sentido. Cabe a nós colocarmos as questões mais pertinentes à nossa existência e fazer o caminho da descoberta.

5 - Quando surgiu a noção de que a música pode exercer um efeito de cura?
Sempre que observo nos outros mudanças anímicas após escutarem determinadas obras musicais. Sempre que após um concerto que dou, sinto as pessoas mais felizes, e mais leves, como se tivesse sido operado um passe magnético. Sempre que a mim próprio faço escutar determinadas obras, e me sinto mais feliz, ou mais leve, e me sinto com quase capacidade para "voar do corpo". Diria que desde miúdo, me vou apercebendo destes fenómenos.

6 - O que espera desta palestra?
Espero que, à semelhança de tantos outros momentos que a vida nos apresenta, que seja uma oportunidade de nos renovarmos para a semana ou para o mês...ou para o ano... Não será bem o que se espera de uma palestra, nem será bem um concerto. Será um misto, sem guião, mas com uma lista de peças. Com espaço para a reflexão e para a comunicação do plano espiritual, se assim entenderem e houver para isso permissão superior. Sempre em contexto musical.

 

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